“Eu vivo do que eu produzo com a minha mão”, garante Johannes Lacerda, um jovem ceramista com muito caminho pela frente

“Eu vivo do que eu produzo com a minha mão”, garante Johannes Lacerda, um jovem ceramista com muito caminho pela frente

ALDO ROCHA
do rebanho
O guardião

Seu Aldo Rocha nunca foi um grande pecuarista, mas já teve todo o rebanho da península sob seus cuidados de vacinador e veterinário prático.

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MÃE COM ORGULHO

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MÃE COM ORGULHO

Telma Freitas é uma mãe pela diversidade. Militante da causa LGBT+, essa paulista criada na Mooca passou dificuldades na infância, marcada pela violência doméstica, construiu a vida no Centro-Oeste, embalada no samba, e hoje, mãe de uma pessoa trans, ajuda outras famílias a acolher as diferenças e a enfrentar a discriminação.

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KID SANTEIRO

“Eu vivo do que eu produzo com a minha mão”, garante Johannes Lacerda, um jovem ceramista com muito caminho pela frente

MARIA CÉLIA SILVA
Crônicas de
dona Teia

Ao lado da Bread King, no Alto Perequê, uma placa fixada no muro em outubro de 2017 indica que a praça da localidade homenageia Manoel Honorato da Silva. Poucos passos adiante, no outro lado da avenida principal, está a Servidão Silva e o lar de dona Teia, a viúva do homenageado e memória do lugar. Se quiser saber sobre a Rua do Fogo, é a ela que se tem de perguntar

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NATUREZA, AVENTURA E LAZER!
Trilha ecológica . Ecomuseu
Gastronomia . Esportes náuticos
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Reportagens

“A vida da gente daria um romance”

“Eu me lembro de tudo”, confidencia dona Nide, uma viúva de 84 anos que nas noites insones reprisa o que viveu até aqui: as dificuldades da infância pobre, o casamento como extensão da luta diária pelo pão, a criação dos filhos, a saudade daqueles que partiram. “A vida da gente daria um romance”, afirma com um brilho de nostalgia no olhar. Se fosse romance, teria muito de drama — assim como um final feliz: sua casa é hoje o centro de uma agitada e harmoniosa vida familiar.

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“O povo pede, eu benzo”

“Meu dom vem de Deus”, afirma dona Jaci, moradora tradicional do Jardim Dourado, uma neta de escravo e benzedeira requisitada que passou alguns maus bocados e, entre idas e vindas, veio finalmente sossegar à margem da Pedro Paulo dos Santos (nome extraoficial da rua que homenageia seu falecido marido). Da vida seca em Santa Luzia até os tempos de bonança em Joinville e o retorno a Porto Belo, dona Jaci não busca propósito que não caiba nesta sentença simples: “A vida é assim”.

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Uma mãe pela diversidade

Telma Freitas é uma mãe pela diversidade. Militante da causa LGBT+, essa paulista criada na Mooca passou dificuldades na infância, marcada pela violência doméstica, construiu a vida no Centro-Oeste, embalada no samba, e hoje, mãe de uma pessoa trans, ajuda outras famílias a acolher as diferenças e a enfrentar a discriminação.

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Rua do Fogo, nº 100

Ao lado da Bread King, no Alto Perequê, uma placa fixada no muro em outubro de 2017 indica que a praça da localidade homenageia Manoel Honorato da Silva. Poucos passos adiante, no outro lado da avenida principal, está a Servidão Silva e o lar de dona Teia, a viúva do homenageado e memória viva do lugar. Se quiser saber sobre a Rua do Fogo, é a ela que você tem de perguntar

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O Maestro

Gerações de portobelenses tiveram-no como professor, colega de conselhos de classe, companheiro de alvoradas e, mais recentemente, testemunha de votos matrimoniais. Fernando Scheffler não nasceu em Porto Belo por questão de dias. Chegou sem raízes, mas se incorporou como poucos à paisagem local, vivendo à beira do Baixio e construindo uma história como educador que o habilitou a reivindicar um justo lugar no coração da comunidade.

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Uma prece ao tempo

“Meus filhos não vão passar pelo que passei”. Mais que um desejo, essa certeza direcionou a trajetória de Iracema Soares, nascida de família humilde e desde nova acostumada às agruras da vida. Para cumprir com esse destino, trabalhou duro e sofreu, mas hoje sente a satisfação de saber que sua missão foi concluída com êxito.

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“Sendo vivo, acontece de tudo”

“Sendo vivo, acontece de tudo”, diz Silvestre Francisco Marques, o filho de lavradores que ajudou a estabelecer a condição de porto pesqueiro do Araçá e instituiu uma dinastia política que ultrapassa cinco gerações.

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Kid Santeiro

“Eu vivo do que eu produzo com a minha mão”, garante Johannes Lacerda, um jovem ceramista com muito caminho pela frente

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Com a graça de Deus e a ajuda dos amigos

O Valongo vive no coração de José Carlos Caetano, agricultor e funcionário público que reparte os dias da semana entre seu trabalho pela Prefeitura, varrendo as ruas do centro, e o cuidado com sua criação e suas plantas na sua comunidade de origem. No cotidiano deste autêntico homem da roça faz-se a ponte entre extremos geográficos, étnicos e culturais e desvelam-se as peculiaridades do bairro mais original desta península.

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“Não sou eu que faço a obra, é Deus”

Depois que Marta Pinheiro Passos benzeu pela primeira vez, faz 30 e poucos anos, nunca mais parou de bater gente à sua porta. Sempre que a medicina moderna se mostra inconsistente — ou porque o povo confia mais no seu saber —, dona Marta recorre ao conhecimento herdado dos antigos para curar. Dor de cabeça, carne rasgada, depressão, zipra, vermes… a lista de males é grande — assim como é enorme a disposição dessa pequenina senhora em ajudar. Mas ela não aceita crédito nenhum por isso: “Quem faz a obra é Deus”, exalta. Aos quase 70 anos de idade, dona Marta é uma mestra à procura de alguém que perpetue a tradição.

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Correr, cantar, viver!

A música como ganha-pão, ideal artístico, discurso filosófico; a corrida como celebração da vontade e da resistência que não conhece limites: duas facetas do músico nativo André Gomes de Miranda, um artista em busca de si mesmo.

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Movido pelo neurônio do desejo

Tornar-se músico foi uma resposta ao desafio espertamente lançado pelo pai. Mais que a aprovação paterna, Carlinhos Ribeiro encontrou uma conexão com suas origens e hoje alimenta o desejo revolucionário de transformar a realidade por meio da arte.

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